terça-feira, 19 de julho de 2011

Revendo a vida

Estou meio que de férias. Falo isso pois estou sem muito compromisso de horários embora esteja trabalhando.
As crianças da escola estão de férias e isso me possibilita andar mais no meu ritmo.
Fiz uma limpeza no meu pc, reli algumas coisa, vi o quanto eu quero escrever neste blog mas quase não o faço e percebi que falta aqui uma coisa que escrevi e que é muito importante para mim. Posto agora:
Ser mãe especial. ( Isso existe??)



         Gente, estou aqui aos prantos! Minha prima Isabel, repórter da Revista Época, escreve no blog Mulher 7x7 e acabou de me ligar dizendo que postou o texto que escrevi que seria apenas  para ela entender um pouco sobre minha vivência em mãe de criança especial!


Nunca imaginei que ela fosse postar o que eu escrevi! To super emocionada e quero partilhar com vocês esta emoção! http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2010/09/01/ser-mae-especial/


Ser mãe especial


“ Descobri que estava grávida pela quarta vez… Entrei em pânico, pois tinha perdido um bebê seis meses antes. A gravidez não foi fácil e meu casamento estava em frangalhos. Estava triste e relutei em aceitar a situação de ter mais um filho. Já tinha um casal com seis e sete anos.

Aos seis meses de gestação, entrei em trabalho de parto e fui internada. Tentamos segurar o bebê por cinco dias, mas no dia 8 de agosto de 1988 minha terceira filha nasceu, depois de um parto complicado com teste de Apgar 3, e a noticia de que, no máximo, teria 48 horas de vida. Não vi minha filha. Tivemos septicemia e ela precisou ser encaminhada a uma UTI Neonatal em outro hospital. Eu tive eclampsia e quase morri





Três dias depois, superando as expectativas médicas, consegui vê-la e recebi informações que me assustaram muito. Em resumo, eu tinha comprado passagem para a Itália e fui parar na Holanda.



Foram 84 dias até que ela saísse da UTI. E tive que brigar muito por isso. Eu achava aquele lugar frio demais, desprovido de calor humano e sol. Até hoje ainda estremeço ao ouvir um toque de telefone igual ao de lá, ou ao ouvir uma bandeja caindo, ou mesmo o choro insistente de um bebê. Por diversas vezes me recomendaram “não saia daqui, pois de hoje ela não passa”.


Graças a Deus, não levei isso a sério. E graças a Ele apareceu uma fantástica neuropediatra em nosso caminho.



Depois de muitas idas e vindas, suspensão da urina, crescimento inadequado do cérebro, fixou-se um diagnóstico: microcefalia com paralisia cerebral grave. Mas o que isso significava? Eu não fazia a menor idéia… Nem ninguém…Ouvi apenas que ela não “iria” muita coisa já que apresentava deficiência motora e mental. Disseram-me uma vez “ela não será normal. Não vai sentar, não vai falar, não isso, não aquilo, será muito internada e vai viver pouco. As 48 horas iniciais passaram para uma semana, para um mês, para um ano, e resolvi definitivamente filtrar o que ouvia e seguir meu coração. Queria meu bebê!



No primeiro momento, muita revolta, muita dúvida, buscando um culpado e com muito medo de amá-la já que ia perdê-la. Até que caiu a ficha. Pensei em sentar no meio fio e chorar até resolver. É isso que vou fazer, pensava. Mas como não acreditava nesta hipótese, e minha história de vida não me permitia lamentações, resolvi ir à luta. Busquei e procurei fazer tudo que eu pudesse com um objetivo único: permitir que minha filha fosse feliz. Em nenhum momento busquei a cura ou a “normalidade”. Assim fui amando cada vez mais. Tracei uma única expectativa (a única que eu pensava ser viável): minha filha vai ser feliz apesar de qualquer limitação! E o que depender de mim, será feito!



No dia 8 de agosto deste ano, ela completou 22 anos. Internações? Foram duas para cirurgia ortopédicas e uma por faringite. Impressionante, não é? Para quem não ia viver 48 horas, 22 anos (ou 193.296 horas, até hoje) é um lucro e tanto. Para ela e para todos que de alguma forma fazem parte da sua vidinha. Aliás, vidona, porque essa menina é uma guerreira. Receber minha filha com todas as suas limitações me trouxe muito aprendizado e muito crescimento. Aprendi a lutar pelo que ela precisava (sangue, alimentação parenteral, massagem nos rins, plano de saúde já que o plano na época não queria incluí-la), a valorizar mais a vida e perceber o que realmente importa. Passei a não mais gastar energia com coisas que antes, para mim, eram enormes, e passaram a ser minúsculas ou até sem nenhum valor.



A tolerância, a paciência, um outro olhar para tudo, contribuiu, inclusive, para meu crescimento profissional. Conheci o amor incondicional, valorizo pequenos progressos, percebo apenas com um olhar, o sentimento do próximo. Especialmente os das crianças com quem trabalho. Aprendi a pedir ajuda (e como isso é difícil!), a ser mais humilde e até a me doar mais para quem precisa. Precisei descobrir como fazer contato com minha filha e descobri que a música era um canal maravilhoso. Mas com certeza não sou só isso. Às vezes me irrito, me canso, sinto tristeza, me sinto deficiente sem poder ir para onde quero, sinto sono e até raiva. Já me culpei por tudo isso, já sofri, mas hoje aceito minha condição humana e percebo meus ganhos.


Dias desses, ouvi uma frase de uma mãe que perdeu o filho caçula e me identifiquei. “Se isso aconteceu, com toda certeza, foi para que eu melhorasse enquanto pessoa, e podem acreditar, eu vou melhorar!” Bateu fundo porque foi exatamente isso que aconteceu comigo: melhorei em todos os sentidos.


Não é fácil ter um filho com necessidades especiais. Não desejaria isso a ninguém. As dificuldades são imensas, a começar pelo consultório médico onde perguntas curiosas são feitas, pessoas se afastam com medo de “pegar”. Os tratamentos são caros, a alimentação, o transporte inacessível, o preconceito, e por aí vai. Mas agradeço diariamente a esta criaturinha tão especial por fazer parte da minha vida. É um amor inexplicável.


Muita gente me pergunta como eu aguento, como cheguei aonde cheguei convivendo com tanta dificuldade, muita gente sente pena…E digo aqui: é horrível o olhar de pena. Sinceramente, não sei de onde vem tanta força e resignação, tanta disposição para ir à luta. Ao contrário do que muita gente possa pensar, a Anny, minha filha especial e mestra de tantos ensinamentos, não é “um problema”. Pelo contrário, ela foi a solução para muitos problemas. Existem apenas limitações, por vezes enormes, mas todas resolvíveis.



Acredito sinceramente que o grande pulo do gato é a aceitação. Aceitar do jeito que é. Amar do jeito que é. Se vai andar, falar, sentar, é apenas um detalhe. Não me preocupa nem um pouco, por que ao acordar, olho para ela e recebo um lindo sorriso e tudo fica perfeito.



Anny está viva, acredito eu, pelo desejo enorme que tem de viver, e por todo amor que tem recebido de tantas pessoas por todos esses anos. Nesses 22 anos, encontrei na Holanda paisagens belíssimas, e um caminho maravilhoso que jamais pensei em trilhar. Deixo, para encerrar, uma frase de Mario Quintana que me diz muito.



Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.”



Maria Alice, 52 anos, é carioca, psicopedagoga, arte-terapeuta e mãe de três filhos



domingo, 19 de junho de 2011

“ONDE ME PERCO E ONDE ME ACHO”.

Faltam poucos dias para a entrega do trabalho final do meu 2º ano e ainda não consegui realizá-lo.


Desde janeiro faço esboço, inicio uma frase mas nada sai. Hoje precisa ser feito!


A pergunta que me faço desde janeiro é: quando me perco e quando me acho? E pouco tempo atrás descobri que o tema na realidade é onde me perco e onde me acho.O mesmo aconteceu no trabalho do primeiro ano: meu corpo


Então, resolvi começar por aí: registrar a diferença entre o onde e o quando.


A diferença é sutil na confecção do trabalho mas no significado, nem tanto!


Onde - seria o local; quando - seria em que momento.


E hoje ao “engrenar” na escrita e ao olhar mais uma vez a folha de solicitação,vejo que já me perdi aqui, já que o trabalho é “ONDE ME PERCO E ONDE ME ACHO”.


Então já comecei a me perder nas palavras. E percebi que me perco demais nas minhas próprias palavras, muitas vezes ditas e seguidas ao pé da letra só por que já as falei, assim como me perco nas palavras alheias, dando a elas muitas vezes, maior atenção e valor que deveria.


E partindo das palavras, me perco nos relacionamentos, me perco no desejo do outro, na omissão do meu desejo, no querer controlar, na falta de controle.


Perco-me no vazio, perco-me no stress e na enorme ansiedade.


Perco-me na comida, no agradar ao outro, no falar e no fazer demais.


Perco-me na impulsividade, na agressividade, no corpo tora, na minha loucura.


E ao reler a que já escrevi, percebo que perco-me no apontar o que tenho de pior e não valorizar o que tenho de melhor.


Perco-me na busca de uma perfeição que não existirá nunca, num rigor excessivo e numa cobrança comigo mesma.


Perco-me no fazer demais, no fazer de menos, no calar demais, no calar de menos.


Perco-me na mente inquieta, na respiração superficial, no pouco sono.


Perco-me na raiva, na teimosia, na paixão, na dúvida.


Perco-me nos limites. No 8 e no 80. Perco-me no ser boa demais para os outros e má demais para mim.


Perco-me quando me sinto invadida, ignorada, não ouvida.


Perco-me no beijo gostoso, no orgasmo,no prazer, no errar, no trancar, nas couraças.






E onde me acho?
No olhar pra mim mesma, no fazer o que manda a minha intuição, no coração, no que o corpo pede.

Acho-me no comer nem demais nem de menos, no me relacionar respeitando meus limites, no fazer o necessário e no não fazer tudo.


Acho-me no sorriso, no escutar, no respirar, no amar, no beijo, no meu quarto, no prazer, no seu ouvida, na Saberj, nos amigos verdadeiros, na música, na dança, na yoga, no sentir meu corpo, no caminhar no meu ritmo, na minha terapia, no perdão, na dor, na natureza.


Acho-me no amor, no descanso, no olhar, no sentir a natureza, na aceitação de mim mesma, no espaço entre o 8 e o 80.


Acho-me no equilíbrio! Mas como tem sido difícil me achar no equilíbrio!


Acho-me também na raiva, na busca por compreendê-la, nas emoções , na tora e especialmente tenho me achado na minha loucura.


Ao solicitar a uma amiga para me ajudar a digitar, perguntei a ela o que sentiu ao ler.


E a resposta foi: me achei inteira em você!


Pensando sobre isso, percebi o quanto me acho nas crianças que identifico com a minha criança, o quanto me acho naqueles que cuido ao atender com a Arteterapia.


Concluindo todo este pensar, resumo que,me acho no outro, no equilíbrio ( no espaço entre o 8 e o 80) , no reflexo de mim mesma. E percebi que em todos esses lugares que me perdi e ainda me perco, me achei e ainda me acho.


Precisei me perder nesses lugares para poder neles mesmos me achar!

domingo, 15 de maio de 2011

Mãe, sou sua melhor Criação!!! :))))

Fim de mais um Workshop da minha formação. No próximo mês acontecerá o último e entrarei no 3° ano da formação.
Como estou diferente!
Hoje, pós Workshop, cheguei mexida, mas feliz!
A trainer foi Eulina Ribeiro, pessoa incrível como a maioria dos "Bioenergéticos".
A vivência desta vez me trouxe muitas emoções nunca sentidas e o medo em um determinado momento daquela emoção se apossou de mim.
Tremia tanto!
Graças a terapia, saquei logo que o tremor nada tinha a ver com a hipoglicemia, que aliás não dá o ar da sua graça faz tempo! Pra ser bem pontual, não dá o ar da graça desde o momento que percebi que o tremor era apenas medo.E como este tremor me fez entender meu pai..e minha avó Alice.
Fui chamada ao atendimento por uma das colegas do 4° ano que já está atendendo na
clinica social e num primeiro momento o impulso foi de não ir, embora desejasse muito.
E aí veio a pergunta: por que não ir se já estava tão mexida?
Ora bolas, se já estava mexida, melhor ficar quieta...
Então vem Eulina, com suas covinhas maravilhosas, seu sorriso sedutor e suas sábias palavras: agora é que é bom...
Bem, pra quem não sabe, na Bioenergética trabalha-se na carga emocional e fica-se bem quando consegue-se descarregar esta carga na maioria das vezes, forte demais.
E foi assim que aconteceu: eu já estava na carga. Tremia muito e comecei a pontuar o que sentia E o que sentia? Amor! Estava com medo do amor que estava sentindo por minha mãe!
O medo de ser invadida, de ser criticada, de não ser aceita, direcionou minha vida para um lugar onde me protegia o tempo todo deste medo. Até aí tudo bem... mas medo do amor?
E ao ir narrando o que sentia, falar das emoções que vieram  em função da experiência de uma vivência com uma amiga da turma, fui arrumando o sentir....e pude enfim sentir sem medo...
E ao sentir sem medo, pude sentir gratidão , o perdão e amor  no mais puro nível...o amor de uma criança, ávida pelo olhar da mãe e que enfim me olhou.Sylvia, minha amiga de turma me ajudou nesta tarefa.Abracei-a como se fosse minha mãe e ela me acolheu tão sabiamente!
Minha mãe não sabe, mas vai saber agora pois vou enviar o endereço do blog para ela ( creio que não corro mais o risco de me sentir invadida, e se o sentir, já sei sinalizar) mas na festa das mães da escola, repetiu algo que falei : falem sempre a seus filhos o que estão sentindo... e mais forte ainda, foi ouvir de dentro do meu quarto, em uma outra festa, minha mãe falando com voz embargada, o quanto aquilo era importante e o quanto ela não tinha feito comigo, hoje compreendo eu , talvez pq eu tivesse sido tão boazinha, tão certinha, que não precisava-se dizer nada...
Mal sabe ela que de boazinha eu só tinha o desejo de ser aceita...
E ela também não deve saber, mas vir almoçar neste dia das Mães na minha casa, foi algo que teve uma força incrível para mim.
Estou me sentindo leve.
Desde que fui a Porangaba, que senti o desejo de poder amar sem dor, mas ainda tinha meu pézinho atrás. Lá, eu fiz uma carta que ainda não tinha conseguido entregar.Tinha ainda o receio de dar o dedinho e ela agarrar meu braço...
Depois deste workshop, constatando tudo que realmente estava sentindo,com a certeza que seu amor não é de plástico e que não mais serei invadida, posso escrever isso tudo a ela e entregar, dizendo: Mãe, eu te amo!!!



Creio que o que farei agora, também é muito novo: vou postar nossa foto com orgulho!

quarta-feira, 30 de março de 2011




O que dizer de Maria?
Os intelectuais que me perdoem, mas eu amo o Big Brother.
Sei que tem muita coisa ruim envolvida nisso,mas na atual conjuntura eu estou mais preocupada é comigo.
Em todas as versões, aprendo tanto com os relacionamentos que lá ocorrem que fico esperando o próximo mal tenha acabado algum deles.Ontem acabou o BBB11 e já estou torcendo para chegar o BBB12.
Não estou nem aí para a fofocada, para as brigas e etc e tal que a maioria das pessoas espera, mas estou ligada sim, nas atitudes, nas reações das pessoas.

Pra mim, o Big Brother funciona como uma terapia: ao me identificar com alguma atitude, reavalio, repenso, as vezes modifico, as vezes não, as vezes uso o que aprendi para melhorar minha auto estima, meu jeito de ser.
Este BBB não foi diferente!
Aliás, no BBB de número não sei qual, onde era o Alemão e a Iris, já reavaliei muita coisa em relação a casais e em relação aos meus parceiros  e a mim mesma.

Sou uma sonhadora. Descobri não tem muito tempo que não existe um mundo cor de rosa..

Este foi a Maria. Maria que me encantou com a simplicidade, com a espontaneidade, com a pureza d”alma e seu jeito feminino de ser.

Maria me deu forças para ir a luta, para me humilhar, para dar um basta na humilhação, para entrar de cabeça e vivenciar o que tivesse vontade...
Maria me mostrou o que é viver! E como ela viveu intensamente, sem se preocupar nem um pouco com o que pensam de suas atitudes.

Como aparentemente insegura, Maria é segura! Como aparentemente burrinha e limitada, Maria mostrou-se sábia!
E não podia dar outra! Maria venceu!
    
Venceu a Maria criança, a Maria pura, a levada, a bêbada, a carinhosa, a Maria mulher e até a garota de programa.

Maria desta vez não Mariou...

Já ouvi dizer que muitos tiveram pena e por isso votaram nela,mas sinceramente, não acredito nisso não. Acredito na identificação das mulheres, na maioria reprimidas em seus desejos, dando asas a eles por intermédio de Maria.

Maria..Maria..Maria...nome este também meu, que durante tanto tempo detestei ouvir, talvez pela associação a alguém menor...mas até isso Maria tocou em mim! Hoje Maria me soa forte, guerreira, buscadora de seus sonhos, seus desejos.
Hoje Maria me soa viver!
Ah, Maria, você encantou o Brasil com a sua doçura e sua verdade.

Ah..e quem me dera ouvir "A ela, a única Maria do mundo!" Não pelo premio, não pela TV, mas pelo amor despertado.

Quem dera ser a única Maria no mundo!!

quinta-feira, 24 de março de 2011



Mãos masculinas

Estive num curso de biopsicologia por uma semana. Lugar mágico, comida lacto vegetariana, muita paz, muito calor, muita saudade.
As sensações vividas lá, foram ímpares e ainda em fase de digestão para depois, então, quem sabe, ir ao papel e compartilhá-las
.
Participando do workshop da minha formação em bioenergética no ultimo final de semana, senti enorme desejo de escrever e me senti capaz de falar sobre uma das vivências que me tocou profundamente a alma e por que não dizer o corpo?
Minha dificuldade nos relacionamentos especialmente com os homens, é grande e para muita gente não é novidade alguma.
Numa das vivências, tínhamos que seguir as orientações da Susan e num determinado momento, fechar os olhos e caminhar ao encontro de outra pessoa, sem tocar nada, a não ser as mãos.
Nossas mãos precisavam estar a frente do corpo para que elas fossem as primeiras a tocar outras mãos.
Toda e qualquer comunicação só poderia ser feita pelas mãos. Nenhuma palavra, nenhuma outra expressão.
Já cheguei meio atrasada nesta vivência, e fui de olhos abertos, ao encontro de uma das mulheres do grupo, quando fui interrompida por um dos guias , que me solicitou fechar os olhos e me tirou daquele encontro “escolhido”, caminhou comigo pelo enorme salão e me posicionou a frente de alguém para que eu seguisse as ordens dadas.
Ainda um pouco surpresa e assustada, com vontade de olhar pela frestinha dos olhos, nossas mãos se tocaram.
Fomos seguindo as orientações de comunicação.
Logo percebi que eram grandes. Ainda pensei na possibilidade de ter encontrado mãos femininas de alguém grande, mas não. Não eram femininas. Eram mãos masculinas, mas de uma delicadeza que me deixava surpresa e emocionada.

“ Como mãos masculinas podiam ser assim, tão sensíveis e agradáveis? “

O calor que emitiam era confortante e logo a emoção aumentou, tomou conta de mim e o desejo de ficar com aquelas mãos foi intenso.A sensação foi maravilhosa!
As mãos masculinas que me vinham a lembrança eram ásperas, agitadas, agressivas. Aquelas não eram! Eram muito, mas muito agradáveis!
Curti então, sem nenhum medo, cada segundo daquele encontro.Naquelas mãos eu confiei de imediato! Tinha acabado de encontrá-las mas senti segurança, e me entreguei.
Cheguei a pensar que eram de um senhor que conheci lá mesmo, que me lembrou muito meu pai, mas ao abrir os olhos, deparei-me com lindos olhos verdes e um sorriso encantador, amigo e cúmplice.
Fui acolhida por um abraço que jamais vou esquecer. E o melhor de tudo naquele momento: livre de qualquer sexualidade.
Deste encontro com as mãos masculinas,estou trazendo a experiência/vivência de que é possível ou melhor, existem homens lindos, cheirosos e afetuosos que você pode apenas encontrar
.

Após o encontro das mãos, vivenciamos outra experiência muito gratificante, que posso dizer, mudou a minha vida, e que sem este encontro inicial não seria possível.


Obrigada, amigo, pelo encontro com suas mãos!